Parque Estadual da Caverna do Diabo, a maior caverna do estado de São Paulo. Um mundo subterrâneo espetacular em Eldorado SP.

Caratinga - Parque Estadual da Caverna do Diabo

Caratinga – Parque Estadual da Caverna do Diabo

Deixando a Rota do Lagarto e a Pedra Azul retornando a Caratinga seguimos em direção à Caverna do Diabo, Eldorado SP, mas antes com uma parada em Sorocaba SP para dar um abraço no nosso amigo Manga e sua família.

Augusto Rocha havia saído de Alto Caparaó com outro destino e que nos encontraria em Sorocaba também.

Saímos cedo de Caratinga passando João Molevade, BH, Betim e pernoitando em Extrema MG no Hotel Serra Verde. Todo o trecho após BH até SP, BR 381, é de pista duplicada muito boa de se rodar, mas que requer um grande cuidado devido a empolgação, estrada para “menino grande”!!

No dia seguinte saímos de Extrema, passamos por Campinas, evitando assim São Paulo e chegamos em Sorocaba percorrendo cerca de 1.155km de Caratinga a Sorocaba onde Manga já nos aguardava.

Da esquerda para direita - Augusto, Pablo, Marcelo, Manga e Eu

Da esquerda para direita – Augusto, Pablo, Marcelo, Manga e Eu

Chegamos na casa de nosso amigo Manga em Sorocaba SP, eu e Fernanda, Pablo e Graça. Mais tarde chegariam Marcelo Teles e Augusto Rocha.

Manga é um grade motociclista já com muitas viagens, aventuras e histórias para contar no mundo das duas rodas. Nos recebeu em sua casa junto com sua esposa Maria e família de braços abertos.

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Em pé, Pablo, Graça, Marcelo, D. Cida (Sogra do Manga), Maria, Manga, Fernanda e Eu. Sentados Augusto Rocha e Aline filha do Manga e Maria. Os meninos são filhos de Aline

Passamos dois dias onde fizemos uma “grande farra”, com muita serva, churrasco, cantorias do Manga e Pablomas era hora de seguirmos viagem. Saímos dia 12/10/15, após o café da manhã Eu e Fernanda, Pablo e Graça, e Marcelo com destino ao Parque Estadual da Caverna do Diabo em Eldorado SP, cerca de 254 km de Sorocaba. E Manga ficou junto com Augusto Rocha se preparando para uma viagem ao Chile no dia seguinte.

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Eu, Manga e Pablo

Seguimos com destino a Juquiá pela SP 079, onde Descemos a Serra dos Macacos, estrada estreita, úmida, sem acostamento, bastante movimentada, com curvas que tinha hora que pensava que iria ver a placa da minha moto em uma das curvas e que em uma delas quase sobrei quando desviei a visão. Marcelo quase ia junto atrás de mim, mas com sucesso chegamos a Juquiá onde pegamos novamente a BR 116 até Jucupiranga e depois Eldorado pela SP 193.

Saída da casa do Manga

Saída da casa do Manga

Chegamos à Eldorado SP perto do fim da tarde e fomos atrás de uma pousada. A hospedagem mais em conta, para um pernoite, que encontramos foi no Hotel Eldorado em frente a praça da igreja matiz.

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Hotel antigo, cama com lençóis quase transparentes de tanto uso, banheiro interligado ao quarto que quando você estava sentado no “trono” se debruçava um pouco e conversava com que estava na cama, café da manhã bastante simples, para não falar outra coisa. Um hotel da antiguidade, que a muitos anos atrás já tinha tido seus momentos de glamour, mas que não me hospedaria outra vez.

Depois que nos alojamos no hotel fomos conhecer a cidade ou melhor, para um barzinho de esquina a uns 50 metros do hotel. Lá consumimos umas cervejas “litrão” com tira gosto e palmito, que o Marcelo havia comprado na estrada. Tinha no barzinho uma turma jovem com um violão onde estavam cantando musica sertaneja, animando a noite. Para eles não saírem o Marcelo abasteceu, por um certo tempo, a mesa deles com cerveja. Depois da noitada fomos dormir na nossa suíte presidencial no hotel.

Barzinho Eldorado

Barzinho Eldorado

Eu e Fernanda dormimos feito uma pedra, imobilizados para se mover o mínimo possível na cama.

Saímos depois do café com destino ao Parque Estadual da Caverna do Diabo. Estrada estreita com muitas plantações de bananas e margeando o Rio Ribeira de Iguape, cujo estava bastante cheio e com água barrenta. Rio que Luiz Almeida falara que tinha atravessado a nado na época em que ele estava no exército em uma missão na região, há alguns anos!

Na região estava chovendo muito e ainda não tínhamos pego nenhuma chuva, sempre escapávamos.

Estacionamento Caverna do Diabo

Estacionamento Caverna do Diabo

Rodamos na rodovia SP 165 a entrada do Parque cerca de 40 km e entramos a esquerda onde rodamos mais 4,5 km para chegar a entrada do Parque. Era uma subida entre serras, estrada muito úmida que dava para ver tipo um lodo no asfalto. Por sorte não estava chovendo, mas quando saímos, na volta, pegamos chuva e descemos no “sapatinho” com medo de escorregarmos com as motos nas curvas ou em alguma frenagem brusca.

Chuva na descida da Caverna do Diabo

Chuva na descida da Caverna do Diabo

A Caverna do Diabo com um grande complexo turístico com restaurante, um pequeno museu contando um pouco da Caverna localizada em área de preservação da Mata Atlântica com uma vasta vegetação e animais, onde a Caverna tem cerca de 6.500 metros conhecidos, mas para visitação são apenas 700 metros, com seus salões, onde parece uma verdadeira catedral, estalactites e estalagmites, iluminada artificialmente com suas escadas e passarelas para os visitantes. As formações rochosas dentro da Caverna foram feitas por águas pluviais, mas que também nela tem o Rio das Ostras que percorre toda a Caverna. 

O nome Caverna do Diabo teve origem pelos moradores dos antigos quilombos que usavam a área de entrada da Caverna, que era fresca, para guarda e preservar a colheita, mas que constantemente encontravam seus estoques remexidos ou espalhados fora da entrada da Caverna e interpretavam o ocorrido a animais da floresta como o trabalho do diabo. O nome pegou força depois que os moradores escutarão o som das águas no fundo da caverna remetiam a vozes de pessoas conversando.

O Parque Estadual da Caverna do Diabo tem outras atrações além da Caverna. Possui trilhas em uma grande área verde que levam a cachoeiras na região.

A visita foi sensacional, com direito a muitas fotos, contato com a natureza e a beleza da região, mas já era hora de pegarmos a estrada em direção a Curitiba. Para isso teríamos que retornar por Eldorado até Jacupiranga, entrar na BR 116 e seguir até Curitiba, mas agora com chuva, muita névoa, frio, porem com estrada toda sinalizada, pedagiada. Talvez por esse motivo tão bem conservada.

Fotos: Aleksander Soares

Aleksander Soares / União Motorcycle

Unindo Através das Duas Rodas