Triumph chega ao país com três modelos nacionalizados para brigar entre as motocicletas grandes

por Eduardo Rocha
Auto Press

O luxo tem de ir aonde o dinheiro está dando sopa. E, por causa da crise financeira, ele está mais fácil em mercados pouco maduros, como os de países emergentes, do que em outros já consolidados, como o europeu. Por lá, é preciso um enorme esforço para atrair novos consumidores. Já no Brasil, o espírito “novidadeiro” e a disponibilidade financeira dos que povoam o topo da pirâmide criam um ambiente propício para produtos de nicho. Esta composição permite um bom retorno com operações nem tão grandes assim. Foi com essa expectativa que a Triumph definiu sua estratégia para se implantar oficialmente no país. Com um investimento inicial de R$ 19 milhões, a marca montou uma sede em São Paulo, um centro de distribuição de peças em Louveira, próximo da Campinas, e uma fábrica em Manaus.

A atividade industrial da Triumph no Brasil começou com a montagem de três modelos: a big trail Tiger 800XC, a street retrô Bonneville T100 e a naked Speed Triple. Cada uma delas têm segmentos bem especificados para atuar. A Tiger tem preço de R$ 39.900, o que a coloca na mesma trilha da BMW F 800 GS. Ela chega com um propulsor de três cilindros de exatos 799 cc, que rende 95 cv de potência e 8 kgfm de torque. E vem equipada com ABS desligável, computador de bordo e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.

A mira da clássica Bonneville T100 está na Harley-Davidson 883. Tanto pelo design clássico quanto pelo preço, de R$ 29.900. A motocicleta mais barata da Triumph no Brasil tem um motor de dois cilindros com 68 cv e 7 kgfm – que para reforçar o visual retrô esconde o sistema de injeção eletrônica em carcaças que simulam carburadores. O terceiro modelo, a Speed Triple, tem um motor três cilindros de 1.050 cc e 135 cv de potência, com 11,3 kgfm de torque. A naked da Triumph custa R$ 42.900 e está destinada a um segmento um pouco mais povoado que os dois outros modelos montados em Manaus. Ela vai encarar japonesas como Kawasaki Z1000, Suzuki Bandit 1250 e Honda CB 1000 R. Ela vem com ABS de série, computador de bordo com contador de voltas e monitoramento da pressão dos pneus.

Além dos modelos que vão ganhar a plaquinha da Zona Franca de Manaus, inicialmente outros três modelos serão importados para ampliar a ação da Triumph no mercado: a aventureira Tiger Explorer e as customs Thunderbird Storm e Rocket III. A Tiger Explorer é uma maxitrail com um propulsor de três cilindros e 1.215 cc, capaz de gerar 137 cv de potência e 12,3 kgfm de torque. Ela custa R$ 62.900 e vai brigar com Yamaha Superténéré e BMW R 1200 GS. A custom Thunderbird Storm também tem a configuração clássica da marca, com três cilindros. O propulsor de 1.597 cc rende apenas 86 cv de potência, mas tem robustos 14,9 kgfm de torque. E consegue lidar com os 339 kg do modelo com relativa facilidade.

O terceiro modelo importado, Rocket III, é o mais emblemático da marca. O motor tem exagerados 2.294 cc – 2.3 litros! – distribuídos nos inexoráveis três cilindros da marca. Ele rende bons 147 cv de potência e brutais 22,5 kgfm de torque – tem 50% a mais de torque que a Thunderbird, apesar de pesar apenas 28 kg a mais, ou 367 kg no total. Ela é, por enquanto, a motocicleta mais cara da marca no Brasil: R$ 69.900. A briga da Rocket é com as Harley mais encorpadas, como a Electra Glide Ultra Limited e a Road King Classic. Em um segundo momento, a Triumph pretende trazer outros modelos também bastante simbólicos da linha, como a superesportiva Daytona e a gran turismo Trophy.

Por enquanto, a marca tem apenas uma concessionária no Brasil, em São Paulo, mas pretende abrir três novas lojas, ainda no primeiro trimestre de 2013 – estão confirmados Rio de Janeiro, Porto Alegre e Ribeirão Preto. Até o fim do ano, seriam oito concessionárias, que responderiam pela venda de 2 mil unidades em 2013. Em 2014, o total chegaria a 12 revendas. A ideia é crescer fortemente as vendas para chegar às 5 mil unidades anuais – exatamente a capacidade de produção da linha em Manaus. Caso alcance este objetivo, a Triumph responderia por aproximadamente 12% das vendas de motocicletas acima de 500 cc – praticamente o dobro da participação mundial da marca neste segmento, onde tem 5,8% do mercado. Com esses números, o Brasil passaria a ser o quarto maior mercado da Triumph, atrás apenas de Estados Unidos, Inglaterra e França.

Fonte: Motordream Uol

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